Notificações de mortes de macacos redobram atenção para Febre Amarela

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Foto: Assessoria
O Centro de Informações Estratégicas em Vigilâncias da Sesa (Secretaria da Saúde do Paraná) registrou do início de julho até sexta-feira (11), 66 notificações para epizootias, que significam mortes de macacos causadas por doenças.

A Vigilância monitora e investiga cada uma destas mortes como forma de prevenção da febre amarela: como os humanos, os macacos também são infectados pelo vírus da febre amarela e a morte destes animais serve de alerta e indicativo sobre a possível presença do vírus da doença na região.

Das 66 mortes de macacos registradas, 34 seguem em investigação para a detecção do vírus; 11 foram descartadas e outras 21 aconteceram por causas indeterminadas.

Neste período o Paraná não confirmou morte de macacos por febre amarela. Mesmo assim, a SESA redobra a atenção, pois as notificações atingem 17 das 22 Regionais de Saúde do Estado.

“Além disso, estamos próximos do novo período sazonal da doença, que acontece de dezembro a maio. As ações de combate e prevenção promovidas pela Secretaria Estadual da Saúde são permanentes e a orientação que consideramos fundamental é que toda a população receba a vacina que protege contra a febre amarela”, afirmou o secretário Beto Preto.

O Centro de Informações Estratégicas também recebeu notificações relacionadas a casos de febre amarela em humanos. Das 22 registradas de julho até agora, 15 já foram descartadas e 7 seguem em investigação. Os casos que continuam em análise foram detectados nos municípios de Paranaguá, Curitiba, Balsa Nova, e Assis Chateaubriand.

Rota do vírus
De fevereiro a julho deste ano, técnicos da Vigilância Ambiental da Sesa, com apoio do Ministério da Saúde, Fiocruz, Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo e Vigilância estadual de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, realizaram pesquisa de campo com o objetivo de traçar antecipadamente a rota de dispersão do vírus para o próximo período epidemiológico.

Os trajetos identificados mostram que no próximo período epidemiológico o vírus atravessará praticamente todo Paraná, chegando a países vizinhos. Depois do Litoral, Região Metropolitana e Campos Gerais, áreas atingidas com mais intensidade no período de 2018/2019, as regiões Norte, Noroeste, Centro e Sul devem enfrentar o avanço da enfermidade na nova temporada.

“Com este trabalho inédito no país, foi possível organizar um Plano Estadual de Ação de Combate à Febre Amarela; estamos intensificando as medidas preventivas, como capacitação de profissionais para o manejo clínico e diagnóstico precoce da doença; vigilância dos casos de epizootias e intensificação da vacinação”, afirmou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

Todos os profissionais que atuam na Atenção Primária e na Vigilância Epidemiológica estão envolvidos no Plano de Ação, que ainda prevê a busca ativa de pessoas que ainda não foram vacinadas no entorno das unidades de saúde e a vacinação de casa em casa em localidades de difícil acesso, priorizando populações residentes nas áreas rurais, comunidades quilombolas, população indígena, trabalhadores rurais.

Vacina
A vacina que protege contra a febre amarela está disponível nas unidades de saúde de todo estado. Uma única dose protege para toda a vida. Quem tem entre nove meses de idade a 59 anos, 11 meses e 29 dias deve receber a dose.

Para moradores de municípios que têm casos confirmados de circulação viral de febre amarela, o Ministério da Saúde está recomendando também a imunização de pessoas acima de 60 anos.

A febre amarela é uma doença infecciosa , causada por vírus transmitido pela picada dos mosquitos infectados. Os sintomas iniciais são febre com calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores musculares, vômitos e fraqueza.

A Sesa alerta ainda: os macacos não transmitem a febre amarela; eles ocupam a função de sentinelas no enfrentamento da febre amarela, indicando o caminho que o vírus está percorrendo.

Assessoria / CATVE

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