Com queda de vagens, produção de soja em Assis já tem quebra consolidada

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Doenças desconhecidas abortam vagem da soja no Paraná. Envio de Waldir Basseto

Perdas ainda não podem ser contabilizadas. Excesso de umidade dificulta as pulverizações, o que já impacta nos custos de produção. Previsões ainda indiciam precipitações até o dia 21 de janeiro. Agricultores estão preocupados com a ferrugem asiática, antracnose, mofo branco e percevejo. Expectativa era de produtividade próxima de 60 scs/ha.

Confira a entrevista com Valdemar Melato – Pres. Sind. Rural de Assis Chateaubriand (PR)

Valdemar Melato, presidente do Sindicato Rural de Assis Chateaubriand (PR), conta que o excesso de chuvas vem sendo uma grande preocupação para o cultivo de soja na região. Os volumes são contínuos desde 19 de dezembro e devem se prolongar até o próximo dia 21, impedindo os produtores de realizar os tratos culturais necessários.

Frente a tal situação, há lavouras que foram destruídas pelos produtores porque perderam seu potencial produtivo. Outras ainda devem enfrentar perdas em decorrência da ferrugem asiática: a região oeste do estado tem 61 focos da doença, já que não está sendo possível realizar o controle.

A situação vem desde o plantio, já que a seca impediu os trabalhos de serem realizados após o final do vazio sanitário. Muitas das lavouras foram plantadas em outubro e, com as chuvas, a soja aumenta seu ciclo, de forma que a colheita deve ocorrer de 10 de fevereiro em diante.

Segundo Melato, há produtores que, neste momento, estão pensando em acionar o seguro, mas em função do caso específico do Paraná, principalmente no que diz respeito aos tratos culturais, não se sabe se o acesso será ao seguro comum ou ao Proagro.

O plantio de milho safrinha deve ser feito porque muitos já adquiriram sementes e fertilizantes. Contudo, o ano de La Niña pode trazer um frio precoce, afetando as lavouras com geadas e podendo causar perdas de 100%. “O risco climático é bem maior do que no ano passado”, aponta.

Doenças desconhecidas abortam vagem da soja no Paraná. Envio de Waldir Basseto

Por: Fernanda Custódio e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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