Araucária; Macaco entra em apartamento pela sacada e deixa bebê gravemente ferida

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Foto: Colaboração

Uma bebê de um ano e nove meses ficou gravemente ferida após ser atacada por um macaco bugio na manhã desta quarta-feira (14), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. A pequena estava dentro de casa, no condomínio Araucária Park, quando o animal entrou pela janela e arrancou parte do couro cabeludo.

De acordo com o pai dela, Fernando Henrique Balardim, a menina só não sofreu algo mais grave porque a mãe agiu rápido. “Minha esposa estava ajudando minha outra filha, de sete anos, com a tarefa de casa e saiu da sala só para buscar um material. Foi nesse momento que as duas pequenas ficaram em casa e o macaco entrou pela sacada. Só não foi pior porque minha esposa ouviu os gritos e conseguiu ajudar”, comentou.

Balardim conta que foi possível ver parte do crânio da pequena por causa do corte. A família rapidamente levou a bebê ao pronto-socorro.

A bebê passou por uma cirurgia de reconstrução do couro cabeludo e segue internada no Hospital do Trabalhador, em observação. De acordo com o síndico do condomínio em que a menina mora, ela está bem e só segue internada nesta sexta-feira (16) porque o animal que a atacou é silvestre e os médicos precisam acompanhar se a pequena não terá nenhum tipo de reação.

IAP

Em nota, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informou que aparecimento desses animais em área urbana acontece, principalmente, devido ao desmatamento realizado pelo ser humano, na qual acaba invadindo a área que seria de território deles. Também porque as pessoas constroem suas residências próximo ao ambiente natural deles e porque as pessoas oferecem alimentação, fazendo com que o animal continue frequentando o local em busca de comida.

Isso ocorre mais onde há a preserva de mata, mais provavelmente em região metropolitana, perto de sítios, fazendas, unidades de conservação, entre outros.

“O IAP orienta que, nesses casos, o condomínio contrate um profissional habilitado (consultoria ambiental/biólogo) para a retirada deste animal quando ele está oferecendo risco ou a situação é recorrente. Na maioria das vezes, não é feito a retirada desse animal, pois ele está no seu ambiente natural”, informou o órgão.

O correto é não deixar cachorros e crianças próximos desses animais, e também não oferecer alimentos para animais de vida livre, pois além de fazer ele retornar ao local, o alimento pode lhe fazer mal. E ter consciência que pode ser um animal que oferece riscos para as pessoas, portanto, não se aproximar.

O IAP é responsável pelo recebimento, tratamento e destinação adequada de animais silvestres oriundos de fiscalizações e entregas voluntárias.

 

Fonte: Banda B.

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